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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Shadow Friend


Olho para trás do ombro e vejo segundos, minutos, horas, dias, meses que se passaram. Momentos que vivi, momentos que viveste através de mim… histórias que se semearam, edificaram e que morreram. Tumultos, alegrias, desilusões. Vivemos mentiras, verdades e discussões.

Lembras-te daquelas descrições infindáveis e dos vícios adquiridos? Das horas que passaram e agarrados ao telemóvel, constantemente, descobríamos tudo um do outro ; o que tive de arrancar até que começaste a contar por ti, o que tiveste de desemaranhar para abrir certas partes de mim…


Aqueles segredos, pequenos ou gigantes, que tantos sabem ou até mesmo ninguém. Aquelas perseguições entre dias e horas para que um abraço surgisse, uma palavra de apoio vocalizada, um momento em que poderia ouvir o teu riso e não imaginá-lo.


Recordas-te das chamadas monólogos e daquele dia em que finalmente passou a diálogo; feliz esse dia para ti, e para mim por ti. As confidências de tantas coisas em comum, algumas que nem sequer imaginávamos mas o mundo é pequeno.


Perco-me no escuro da tua face, encontro-me na luz das tuas palavras. Afinal quem vê caras não vê corações… e o teu é uma caixinha que abro e fecho quando mo permites; de onde extraio verdades e utopias, a amizade que se imagina perfeita.


Não é corpo aquilo que temos, é apenas alma. Adoro-te.