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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Amor



Amor é fogo intenso e ardente fomentado pelas brasas da paixão
É loucura que corre nas veias e labirintos do coração,
São ilusões de momentos vividos, carnais, espirituais;
São ódios destilados, transformados e banais.
A Fénix renasce das cinzas vezes sem conta e de novo,
Amor que é amor não morre, arde mantendo a intensidade do seu fogo.
É química cientificamente explicada, hormonas combinadas em sequências desiguais,
É o corpo sedento de carne, do pedaço que lhe falta,
A sedução imensa num jogo sujo de tesão, é a mancha branca imaculada,
Na nódoa preta do que foi em vão.
É ânsia de significado, de perder a solidão,
E não o encontrar do que não está perdido como diz o poeta charlatão.
Amor com amor se paga, já dizia o povo inculto
O amor que destrói a alma e depois a transforma num vulto.
Mas o fogo que se mantém traz alegrias e prosperidade
É viver intensamente os dias que envelhecem como em tenra idade,
Agora aquele fogo que sofre, chora, corroendo e matando por dentro,
É ódio intenso e forte que te leva ao desalento.
Para quem se encontrou ou está perdido, o amor reserva apenas uma sorte,
Uma vida plena felicidade ou infortúnio e uma certeza dura como a morte.