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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Next Time

É o que sinto:

This (next) time

This time
I won't show I'm vulnerable
This time
I won't give in first
This time
I will hold out with my love
This time
I will not be hurt

I'm gonna love myself
More than anyone else
I'm gonna treat me right
I'm gonna make you say
That you love me first
And you'll be the one with the most to lose tonight
This time

This time
I won't let my emotions rule my life
This time
I'm gonna keep my heart locked safe inside
This time
I'm gonna be my own best friend
This time
I'm gonna be the one

To win
Your love
Your affection
To hide
My fear
Of rejection
This time

Tracy Chapman - This time

Como nos podemos enganar tanto?

“Amo-te”… “não tenho bem a certeza do que sinto”… “Tornaste-te numa das pessoas mais importantes para mim, passar tempo contigo não é uma obrigação”, “ Amigos... lol claro que sim”… “Poderemos voltar um dia?” – “Só o tempo o dirá” …. LOLOLOLOLOLOLOLOLOL

Ao ler isto apercebemo-nos de um logo período de tempo… na verdade são 3 dias… para culminar? “Não tinha nada para dar”… É f*d*d* não é? Dedicamo-nos de corpo e alma a alguém e quando nos apercebemos fomos o trunfo num simples jogo de cartas… Felizmente não ganhaste este… A linha entre o amor e ódio é tão ténue… Acabei de saltar para o outro lado… sei que não vai ser permanente mas pelo menos não sofro por quem não me respeita…

Espero um dia ultrapassar isto… afinal “não tinha nada para dar”, porquê viver disso?

Obrigado por me abrirem o coração… agora pode ficar ao ar e sarar tranquilamente, sem que tente por curativos que prolongam a cicatrização.

The way I feel



Os dias passam-se de um modo alinhado e escorregadio… as lembranças atormentam mas a mente ocupada não deixa atravessar as portas da memória… talvez um espreitar esguio de vez em quando que me leva a outros mundos… onde a entrega foi total, onde vivia no medo dos outros mas sem medo por ti… admitia coisas para mim que nunca pensei possíveis, admiti-as a outros, não a todos; o mundo era de quem está perto e não de quem simplesmente quer saber.

As noites são as que me atormentam; o pano negro pousa sobre o meu mundo e eu espero… e espero… e espero… as horas correm desmedidas umas atrás das outras e eu olho em volta incapaz de dormir apenas… de esperar. Espero aquela mensagem que me dizia eufórico e esperançoso:” Estás a dormir…? Eles já se deitaram…”… corria porta fora, o som e a velocidade faziam-me perder num caminho memorizado… não vendo o percurso apenas imaginando o destino. Escapava para ti como uma criança que escapa para o seu local preferido… demorava segundos a fazer a viagem de mais de uma dezena de minutos. Quando entravas no carro aquele toque tímido e veloz… não era o nosso sitio… tínhamos de refugiar-nos em nós… era nosso de mais ninguém… sempre alerta no aberto, distraídos no “privado”…

“Olá” dizias esboçando um sorriso e levantando a sobrancelha esquerda… “Que quer esse gesto dizer?” perguntava eu, “É um gesto de cumplicidade”… depois perdia-me nos teus lábios… as tuas mãos percorriam o meu corpo… o sussurrar nos teus ouvidos provocavam um terramoto em ti, um descontrolo controlado… o teu pescoço era o ninho dos meus beijos, a tua boca a minha caixa de segredos. Cantava para ti… melodias no ar… a conjugação de tudo que eras para mim… o carnal não existia… o físico não existia… um só apenas uma pessoa…

Horas passavam á velocidade precipitada como a chuva num temporal… queria parar o relógio, estar contigo sempre, mais e mais. O tempo não perdoa… chegava a altura de partir. Sentia por uma última vez o teu coração que batia forte e ritmado como se do peito fosse saltar; segurava-o na minha mão, era meu.

Agora pouco tempo físico se passou, mas anos voaram no meu coração, Amo-te, de uma intensidade nunca sentida, numa angústia nunca vivida. O teu cheiro fugiu de mim, o teu toque desvaneceu-se, o teu gosto é agora amargo na minha boca. Já não trocamos segredos, já não deixo beijos no ninho que outrora era meu.

A hora aproxima-se e sinto o desejo de receber aquela mensagem que nunca virá.

Tenho de aprender com o tempo… O teu coração ainda bate forte mas não na minha mão… não por mim.

domingo, 12 de agosto de 2007

A noite, onde vivia...




Cai o manto negro sobre nós,
Momentos doces que se viviam, noites longas que se arrastavam,
A areia sob os nossos pés… as rochas que escondiam cada gesto, cada olhar,
A vida que entrava em mim em cada beijo fugidio, a cada olhar mais fugaz…
De momentos intensos vivemos o dia-a-dia, cada noite… de sonhos de um amanhã sorridente alimentávamos a nossa rotina…
A cada dia que passava o meu coração era mais teu… não foram preciso muitos… a tua voz sussurrou: “Amo-te” antes do que poderia jamais prever… entreguei-me de corpo e alma…
Hoje sou só corpo… espero que a alma torne e te deixe partir.