CLICK HERE FOR THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES »

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Menino pequeno, só e abandonado

Que me agarra a mão com fervor e dedicação

Criança de rosto apaixonado

Por um mundo de duas caras e ilusão

Recebes doces que te conquistam

E iluminam o olhar

Para depois receberes coices que te despistam

E te deixam sem saber em que acreditar

Desliga a alma das luzes do mundo

Que devoram a tua pureza

Evita outro corte profundo

Sê forte! Luta contra a tua natureza

Não me largues a mão menino teimoso!

Não espreites o que te rodeia

Refugia-te no meu abraço zeloso

Até seres Homem crescido e lutares pelo que o teu coração anseia.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Paredes brancas que me rodeiam sujas de escárnio e maldizer

Telas frias e sem sentimentos, pálidas de mágoa e desprazer

Oprimem, esmagam e matam sonhos e esperanças

Aqueles porque lutas e nunca alcanças.

Parasitas medonhos que te transformam numa mancha do asfalto

Que te encorajam e te fazem crescer para te atirar lá do alto

Te arrastam em jogos de prazer mundano ininterrupto

Onde as paredes brancas e frias estão agora, por ti, negras e de luto.

O soalho chiava a cada passo inseguro, precipitado na ânsia de chegar até ti. Cada passo trazia consigo uma peça do puzzle da memória, um pouco de história, peças sem sentido que não se uniam, onde o sentimento de desejo e paixão não encaixava no de amizade, um puzzle perdido em toda a sua complexidade.

Peguei em peças desnorteadas que pairavam na minha mente e olhei-as com atenção, como quem não as vê apenas as sente. Umas estampadas com pedras rudes mas belas, outras com jardins verdejantes e sombrios, braços entrelaçados, corpos unidos no nada.

Distraí-me, o soalho quebrou debaixo do meu pé com um estrondo medonho, fiquei preso nestas memórias que me assolam. O ar húmido que me rodeia e invade gela-me a pele, estou vazio com pensamentos plenos de incerteza que me enfraquecem e me obscurecem o olhar, agora cinzento. O tempo troteia passando por mim enquanto me tento libertar e sangro… o soalho cede, o pé liberta-se e sigo cambaleando, tentando recompor-me de mais uma ferida aberta.

Agora estou atento ao caminho que percorro e não tento juntar peças sem sentido, não quero meter-me em solos estranhos onde me posso magoar ou ficar completamento perdido.