Menino pequeno, só e abandonado Que me agarra a mão com fervor e dedicação Criança de rosto apaixonado Por um mundo de duas caras e ilusão Recebes doces que te conquistam E iluminam o olhar Para depois receberes coices que te despistam E te deixam sem saber em que acreditar Desliga a alma das luzes do mundo Que devoram a tua pureza Evita outro corte profundo Sê forte! Luta contra a tua natureza Não me largues a mão menino teimoso! Não espreites o que te rodeia Refugia-te no meu abraço zeloso Até seres Homem crescido e lutares pelo que o teu coração anseia.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
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Pedro dos Santos
à(s)
5/22/2008 10:29:00 p.m.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Paredes brancas que me rodeiam sujas de escárnio e maldizer Telas frias e sem sentimentos, pálidas de mágoa e desprazer Oprimem, esmagam e matam sonhos e esperanças Aqueles porque lutas e nunca alcanças. Parasitas medonhos que te transformam numa mancha do asfalto Que te encorajam e te fazem crescer para te atirar lá do alto Te arrastam em jogos de prazer mundano ininterrupto Onde as paredes brancas e frias estão agora, por ti, negras e de luto.
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Pedro dos Santos
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5/21/2008 09:19:00 p.m.
O soalho chiava a cada passo inseguro, precipitado na ânsia de chegar até ti. Cada passo trazia consigo uma peça do puzzle da memória, um pouco de história, peças sem sentido que não se uniam, onde o sentimento de desejo e paixão não encaixava no de amizade, um puzzle perdido em toda a sua complexidade. Peguei em peças desnorteadas que pairavam na minha mente e olhei-as com atenção, como quem não as vê apenas as sente. Umas estampadas com pedras rudes mas belas, outras com jardins verdejantes e sombrios, braços entrelaçados, corpos unidos no nada. Distraí-me, o soalho quebrou debaixo do meu pé com um estrondo medonho, fiquei preso nestas memórias que me assolam. O ar húmido que me rodeia e invade gela-me a pele, estou vazio com pensamentos plenos de incerteza que me enfraquecem e me obscurecem o olhar, agora cinzento. O tempo troteia passando por mim enquanto me tento libertar e sangro… o soalho cede, o pé liberta-se e sigo cambaleando, tentando recompor-me de mais uma ferida aberta. Agora estou atento ao caminho que percorro e não tento juntar peças sem sentido, não quero meter-me em solos estranhos onde me posso magoar ou ficar completamento perdido.
Publicada por
Pedro dos Santos
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5/21/2008 09:11:00 p.m.