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terça-feira, 23 de setembro de 2008

O sol que me aqueceu naquela noite arrefeceu nos dias que se seguiram, a neblina foi baixando e ficando mais intensa, cobrindo o olhar… obscurecendo os sentimentos.

Os abraços que os teus lábios davam aos meus, abraços ardentes, apaixonados, sedentos de prazer, perderam-se no nevoeiro, gelaram, repudiaram-me.

O sorriso que iluminava o meu dia-a-dia, por vê-lo em ti ou na minha memória, rasgou-se em mil e uma palavras de indiferença. Deixei de sentir o teu coração nos meus braços que outrora te prendiam e protegiam. Hoje estão nus, vazios, desertos.

Quero acreditar que o destino está escrito mas pode ser emendado, que o que me mostras são ilusões do Fado…

Vejo-te em todo o lado mesmo quando não estás, oiço-te sussurrar no meio da multidão, sinto-te comigo quando te afastas, beijo a tua alma a cada segundo que escorre por entre os dedos… Volta.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Arrependimento

Se arrependimento matasse… Morrerias.

Morrerias pelos beijos longos e sentidos que trocamos,

Pelos abraços apertados e únicos que se seguiram.

Morrerias pelas lágrimas de dor do passado que deslizaram.

Lágrimas que me aqueceram a alma e me fizeram ver que é a ti que quero,

Morrerias pela união dos corpos num ritmo louco, lindo e sincero.

Morrerias porque disseste que poderia ser teu um dia e um dia não o serei

Arrependimento não mata… mas mostra que ao deixar-te partir… Errei.