O sol que me aqueceu naquela noite arrefeceu nos dias que se seguiram, a neblina foi baixando e ficando mais intensa, cobrindo o olhar… obscurecendo os sentimentos. Os abraços que os teus lábios davam aos meus, abraços ardentes, apaixonados, sedentos de prazer, perderam-se no nevoeiro, gelaram, repudiaram-me. O sorriso que iluminava o meu dia-a-dia, por vê-lo em ti ou na minha memória, rasgou-se em mil e uma palavras de indiferença. Deixei de sentir o teu coração nos meus braços que outrora te prendiam e protegiam. Hoje estão nus, vazios, desertos. Quero acreditar que o destino está escrito mas pode ser emendado, que o que me mostras são ilusões do Fado… Vejo-te em todo o lado mesmo quando não estás, oiço-te sussurrar no meio da multidão, sinto-te comigo quando te afastas, beijo a tua alma a cada segundo que escorre por entre os dedos… Volta.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
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Pedro dos Santos
à(s)
9/23/2008 09:57:00 p.m.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Arrependimento
Se arrependimento matasse… Morrerias. Morrerias pelos beijos longos e sentidos que trocamos, Pelos abraços apertados e únicos que se seguiram. Morrerias pelas lágrimas de dor do passado que deslizaram. Lágrimas que me aqueceram a alma e me fizeram ver que é a ti que quero, Morrerias pela união dos corpos num ritmo louco, lindo e sincero. Morrerias porque disseste que poderia ser teu um dia e um dia não o serei Arrependimento não mata… mas mostra que ao deixar-te partir… Errei.
Publicada por
Pedro dos Santos
à(s)
9/18/2008 02:53:00 a.m.
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