Vivo sem sentido enquanto espero pela luz branca no fundo do túnel, negro. Horas a pensar no que fiz, disse, poderia ter feito ou dito. Vultos de felicidade passageira, passada, que me abraçam num carinho gélido e macabro, numa história vã, estou só. Encruzilhadas de situações que levam apenas a ruas sem saída, paredes de betão que não deixam que oiças os meus gritos de desespero, que vejas o meu olhar de solidão, o meu corpo preso a ti, atraído por ti, inerte, envenenado pela tua memória. A incerteza que a tua voz voltará a soar nos meus ouvidos inquieta-me; a tua amizade, o teu sorriso, o teu olhar, o teu abraço… são drogas que o meu corpo exige, reivindica sem ter resposta, sem saber se algum dia a terá. Faço apenas o que resta fazer… esperar… A vida é um riacho sempre em movimento, o meu gelou em ti, por enquanto… Amo-te.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Publicada por
Pedro dos Santos
à(s)
1/15/2009 11:42:00 p.m.