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domingo, 24 de fevereiro de 2008



Banhos de Lua gélidos que me queimam o peito e ferem a alma. A luz ofuscante da noite sombria que irrompe em mim e rasga, destrói, espezinha. Pensamentos fora do contexto e da existência, do que é, foi ou virá a ser, nada faz parte da minha essência são apenas colagens e invenções que me levaram á demência.


Céus cuja beleza aprecio, cego, fraco e vazio… onde encho o peito de luar, o veneno puro e cristalino que alimenta a alma negra e chamuscada… tantas vezes dilacerada para no final se recompor… para a cada dia voltar a perder a sua cor…


Os dias não me animam apenas ruminam… doce e lentamente apreciando o quebrar de cada defesa… o sibilar da minha tristeza, presa no corpo que me suporta. São apenas páginas de um livro corrompido, sujo e desinteressante… São apenas folhas queimadas desajeitadamente de rompante… sem importância me olhas, sem amor me relês… nas minhas páginas falo de ti, canto para ti, desenho para ti… só tu não o vês…


Rodeado de gritos de dor e prazer que a imaginação teima soprar nestes olhos que já não sentem, sigo o caminho traçado porque quem manda não é a Razão, essa é outra mentira criada para encobrir as tramas do infame, o dito Coração.